É preciso pensar cultura como uma experiência

Ideia 62 de 99.

Não estamos mais na era dos produtos. Estamos na era das experiências e não tão cedo esta era vai acabar. A publicidade, por exemplo, já entendeu isto e passou a adaptar a comunicação de produtos e serviços para se adequarem a certas experiências. Nas propagandas antigas os atributos dos produtos eram enfatizados, enquanto hoje o foco está em como aquele produto faz você se sentir.


Produtos e serviços estão sendo criados já considerando como será a experiência em torno deles, fazendo com que o papel do designer seja mais do que “enfeitar”. O designer precisa ser ao mesmo tempo o usuário e o criador para construir uma experiência agradável do produto em seus mínimos detalhes.


Um produto cultural não é diferente. Os artistas e produtores precisam assimilar as novas formas de interagir no mundo para que possam criar obras que sejam vanguarda e não representações de uma realidade que já passou.


Sabemos das dificuldades que é adotar estas novas práticas, pois exige habilidades e conhecimentos que vão além do repertório artístico. Ao criar experiências em seus produtos o realizador cultural precisa se tornar um manipulador de sensações e mesmo que o produto cultural tenha intenção de gerar sensações diversas, isto deve ser planejado.


Não há nada de errado querer manipular o sentimento do expectador, embora o termo usado tenha uma conotação ruim. O público quer ser manipulado e espera que as obras culturais despertem sensações que os artistas planejaram. O público não quer mais uma obra de arte, quer uma experiência de arte.


© 2020 por Clubean

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