A necessidade de criar novas fontes de financiamento para a cultura

Ideia 26 de 99.

A lógica capitalista que visa a geração de lucros pode causar desconforto para muitos artistas e produtores culturais que entendem sua arte como uma forma de expressão que preserva valores distintos aos produzidos pelo capitalismo, podendo causar aversão a termos corporativos que, querendo ou não, permeiam o dia a dia do artista.


Sendo lucrativa ou não, um estabelecimento cultural precisa considerar alguns termos e conceitos para conseguir atingir a sustentabilidade financeira, ou seja, conseguir manter seu espaço, pagar seus funcionários e não se endividar.


O problema surge quando o estabelecimento cultural possui fontes limitadas de receita ou são dependentes de uma única fonte de financiamento. É quase impossível fazer um planejamento a médio e longo prazo quando a previsão de receitas é incerta, dependendo de editais, patrocínios pontuais ou adesão de público.


Um gestor cultural precisa considerar diversos tipos estratégias para obtenção de receitas de modo a sustentabilizar sua arte como financiamento coletivo, venda de comidas e bebidas no local, criação de pontos de anúncios, programas de fidelidade e assinatura mensais, concessão de namingrights, aluguel de espaço, compartilhamento de recursos (economia colaborativa) ou até mesmo serviços voltados ao mundo corporativo.


Os editais e patrocínios por leis de incentivo continuarão sendo importantes, mas uma vez que existe outras fontes de receitas, maior será a possibilidade de se oferecer uma experiência melhor ao público.

© 2020 por Clubean

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