Cultura: ou nos unimos ou morreremos juntos

Nunca foi tão necessário a união dos agentes culturais para um desafio que pode afetar a todos.


Como parte daquilo que fazemos, temos que nos relacionar com diversos estabelecimentos culturais para levar nossa proposta as pessoas e empresas. As parcerias é um dos principais pilares que sustentam a nosso trabalho e, apesar de ser uma estratégia ganha x ganha, nunca foi fácil conquistar um parceiro.


Para que pudéssemos propor uma parceria para agentes culturais, precisávamos antes entender o que eles necessitavam e como nós poderíamos contribuir.

Isso nos ajudou a ter uma visão mais abrangente do mercado cultural ao estar em contato com diversos formas de fazer, de agir e de gerenciar um espaço cultural. Não só compreender que existem problemas, e isto todos sabem, mas tentar descobrir as causas e propor ideias de como poderíamos ajudar. Afinal, cultura mais valorizada e maior interesse pela população em consumir cultura interessa diretamente a nós. Todos possuem vulnerabilidades em graus diferentes e sempre estão correndo risco de desaparecer, como aconteceu com o CineArte, Teatro Augusta e quase com o Belas Artes. E infelizmente não conseguimos contar com o poder público como gostaríamos por a cultura estar inserida em um jogo político onde os rumos dela pouco importa. Acompanhamos diversos espaços culturais movendo todos os seus esforços para sobreviver, gritando às vezes para o oco e todos gritando para lados diferentes. A crise gerada pelo coronavirus só agravou uma situação que já era delicada e o confinamento das pessoas distanciou ainda mais o público da cultura . Sabemos que a crise uma hora vai passar, mas os impactos não tão cedo. Para muitos destes estabelecimentos pode ter sido a sentença de morte. O confinamento nos ajudou para que olhássemos para nós e refletíssemos acerca de nosso papel neste mundo que veio e em um novo virá. Temos que fazer escolhas onde lamentar perdas NÃO PODE SER UMA OPÇÃO. Temos que agir, mas se agirmos separadamente falharemos miserávelmente todos. Todos. Todos devem entender que todos precisam de ajuda e que todos podem se ajudar, mas para perceber isto é preciso levantar a cabeça e olhar para todos os lados e estender a mão. Exemplificando: fulano tem um audiência de 1 mil pessoas, ciclano 2 mil e beltrano 3 mil. Podemos levar a mensagem dos 3 para 6 mil pessoas facilitando a disseminação dela, ou podemos nos ater a própria audiência. Compartilhar nunca foi tão necessário. Em situações assim não é hora de achar messias e cada um querer assumir o protagonismo. Não é hora do grande menosprezar o pequeno e o pequeno não se achar digno de falar com o grande. Não é hora de negligenciar a situação porque a agua não está batendo na bunda (ainda). É hora de se unir. A Clubean não tem um grande audiência, mas temos um aplicativo que oferecemos para divulgar espetáculos e causas. “Doamos” o app neste período, pois depois voltará normalidade. Mas fizemos isso, pois é com isso que podemos ajudar neste momento. Cada um pode ajudar o outro com aquilo que tem. Cada canal pode ser uma oportunidade para dar visibilidade ao outro e assim a principal mensagem poderá ser ouvida por todos: A CULTURA PRECISA DE VOCÊ. A cultura, assim como a saúde, educação e segurança são necessários para a vida e sabemos disto vendo o resultado com pessoa que detém o poder e sem o mínimo de cultura. Depois que tudo isso passa continuaremos nosso trabalho de incentivar a cultura nas empresas, mas sabemos que para conseguirmos fazer isso é preciso haver cultura. Nos colocamos à disposição para o que for preciso.

© 2020 por Clubean

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