Não considere esmola e caridade como fonte de receita

Ideia 9 de 99.

Todos sabem que consumir produtos culturais ajuda a valorizar a cultura do país e a valorização da cultura torna o país mais forte. As atividades culturais possuem um caráter social e isto é inegável. Contudo este não pode ser o argumento principal para convencer uma pessoa a ser uma consumidora frequente de produtos cultuais, pois o apelo à contribuição social que uma pessoa estaria fazendo ao consumir cultura é um discurso semelhante ao quem pede doações para instituições de caridade.


Não há problema algum nesta prática, contudo ninguém é um consumidor de caridade e os agentes culturais precisam que as pessoas tenham o hábito de consumir cultura para que se torne um hábito recorrente.


O argumento da contribuição social deve ser no mínimo o terceiro a ser usado, antes dele os agentes culturais precisam convencer de que 1º o cliente terá um ganho intelectual que o deixará um pouco mais inteligente ou mais relaxado e 2º ele estará consumindo um produto bom pra caralho. Quanto mais conseguir encontrar argumentos de convencimento que não apelem para o social, maior vai ser a probabilidade das pessoas não só consumirem seu produto, como pagar por ele.


Para quem ama a arte a ponto de fazer trabalho por amor, não tem problema de pedir uns trocados como forma de valorização, mas para quem quer viver de arte e viver minimamente bem (pagar suas contas) precisa adotar uma abordagem mais comercial e vender seu produto de forma que valorize seu trabalho, afinal ninguém compra um Iphone para ajudar a alimentar a família dos funcionários da empresa, mas sim por que quer comprar aquilo e se sentir melhor.

© 2020 por Clubean

  • Preto Ícone Instagram
  • Preto Ícone LinkedIn
  • Preto Ícone Facebook