O papel da inovação para superar a crise na Cultura


Ao longo de nossa história lidamos com crises oriundas de diversos fatores, desde quebras do sistema financeiro, guerras, mudanças climáticas ou pestes e doenças. Apesar de cada uma ter um impacto distinto, a pior delas sempre será aquela que nós estamos vivenciando.


O mercado cultural foi um dos primeiros a ser atingidos pela crise da Covid-19 por ter como característica a aglomeração de pessoas. O que sempre foi seu maior trunfo se tornou um problema ante a crise sanitária, forçando a suspensão de todas as atividades chaves para o funcionamento dos locais.


O que mais agravou a situação foi o fato de que o mercado cultural já estava em crise e muitos estabelecimentos operavam para buscar sua sobrevivência.


A somatória de fatores nos trouxe a uma situação inesperada, onde as soluções antes usadas já não poderão ser mais aplicadas. Não poderemos esperar que o governo injete dinheiro para resolver tudo, já que o governo terá que injetar em diversos outros mercados também afetados pela crise.


Quem trabalha com cultura tem o desafio de encontrar novas soluções e desta vez não apenas utilizar a criatividade para a produção da obra artística, mas sim para todos os aspectos que envolve a realização de um espetáculo.


Os serviços de streamers quebraram as locadoras, os aplicativos de música extinguiram quase por completo a venda de cds, e os e-books ajudaram no processo de queda de diversas livrarias. Pode parecer que a tecnologia foi a responsável por isto. Só que não. O que de fato revolucionou os mercados foi a mudança na forma de consumo de cultura, cuja tecnologia teve seu papel.


É preciso inovar na forma de consumo para atrair novamente interesse do grande público, pois somente o público pode ajudar a manter viva a cultura.


Por Gleison Nascimento, fundador da Clubean.



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