Parasita nos ensina a importância de investir em cultura


No Oscar de 2020 o mundo ficou surpreso com a Vitória de parasita como melhor filme na categoria principal, não que o filme carecesse de requisitos pra vencer, na verdade ele tinha vários e foi merecedor, mas a surpresa foi que a academia de Los Angeles com toda sua tradição e orgulho pudesse dar a um filme coreano o seu principal prêmio.


Quem acompanhava o cinema mais alternativo, já conhecia a imensa qualidade que as produções sul coreanas tinham e que o reconhecimento viria em alguma hora de algum jeito, contudo nem mais os otimistas esperavam que fosse desta maneira.


Resultados como este, despertam nossa curiosidade a cerca de como se deu o processo para realizar tal feito e investigando descobrimos que não se trata de acaso. Trata-se de planejamento e, acima de tudo, investimento.


Não é novidade nenhuma é necessário bastante investimento em campanhas de Oscar para atingir o resultado, porém o mais difícil está em chegar e para um filme chegar com potencial de competição é preciso que se fomentem de forma estratégica produções de boa qualidade e isso o que a Coreia do Sul, sendo um case de sucesso que tem muito a nos ensinar.


O que faz um governo ou uma empresa crescerem para outro patamar é a junção de vários elementos que precisam se desenvolver juntos. Somente investimento em cultura fez a Coreia do Sul se desenvolver como potência econômica e cultural? Não. Mas contribuiu e contribuiu bastante.


A Coreia entendeu que cultura não é gasto, cultura é investimento e que não basta "dar" dinheiro. É preciso saber como gastar, planejar e criar diversos tipos de políticas públicas para fomentar as produções em diversas categorias, não se restringindo a cinema ou outras modalidades mais populares.


Você pode até não gostar de KPop, mas deve reconhecer que este é um fenômeno global que arrasta multidões e fatura bilhões. A modalidade não é considerada alta cultura, mas ele é eficiente como porta de entrada para diversos outros produtos, não só culturais, mas mercadológicos também.


A Coreia percebeu que cultura é negócio que gera mais negócio e contribui para desenvolvimento de sua pequena nação ao criar soft Power. Coisa que os norte americanos, principalmente em Hollywood sempre exploraram muito bem ao erguer sua bandeira em momentos épicos em seus filmes gerando a percepção de ser um país amigável.


Os produtos culturais da Coreia do Sul, seja as músicas ou os filmes estão ganhando o mundo e valorizando a imagem de seu país, que por consequência valoriza o seu mercado, podendo trazer mais parcerias de negócios para suas empresas, gerando benefícios para toda a sua população.


Investir em cultura é investir em pessoas e as pessoas são as responsáveis pelo desenvolvimento de nações ou empresas. Mas como todo investimento é preciso de tempo e planejamento estratégico para que possa produzir resultados mais constantes a ponto de chegar ao ápice tendo uma plateia aplaudindo de pé suas conquistas, plateia a qual você passou a vida toda admirando. Não tem nada melhor que isso.


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